22 de agosto de 2010




Entro na igreja. Quase vazia. Ou simplesmente mais vazia do que me lembro de outros tempos...
Lentamente, percorro as caras na penumbra com um esforço do olhar.
A maioria, desconhecidas. Algumas estranhamente familiares, mas já lhes esqueci os nomes.
Percorro, em vão, a minha memória. Apenas recordações que, de tão ténues, não sei se são reais.
Sou estrangeira. Mais estrangeira do que os americanos que, vim a descobrir depois, também se encontram aqui.
Sinto o vazio de quem já não pertence aqui, onde sei que deveria ter as minhas raízes.
E é como se o meu passado não tivesse existido.

E então, como as plantas (e as pessoas) sem raízes, deixo-me ir com o vento.
Não sou daqui. Sigo onde ele me levar.
 
Meia dúzia de palavras, já escrita fora de horas, pelas 03:18
6 Comentários:


At segunda ago 23, 01:55:00 da tarde, Blogger R.

É, os lugares que são nossos mudam de sítio... :)

R.

 

At segunda ago 23, 05:06:00 da tarde, Anonymous Cris

Olá Marina
Pois... o tempo passa e as raizes vão-se soltando da terra!

E as férias? Setembro já acena no horizonte :S

Beijinhos

 

At terça ago 24, 12:28:00 da manhã, Blogger Marina

É mesmo isso gato, obrigada por me ajudares a por este sentir em palavras!

Cris, pois que já avisto o fim das férias e isso não me agrada nada! :P
Ainda tenho tanto que queria fazer...

Beijinhos aos dois
Até breve

 

At terça ago 24, 01:35:00 da manhã, Blogger (Pa)Ciência

Olá!
A lista do 101 em 1001 anda mt lentamente... LOL! Vá lá, toca a começar p ver se me inspiro ;)
Beijocas e boa sorte p Setembro!

 

At terça ago 24, 03:33:00 da manhã, Anonymous Rui

Marina, por que lugares andas tu?
Não sabia que eras praticante... :)

 

At sexta ago 27, 07:40:00 da tarde, Blogger Marina

Pa-ciência, só vou começar no dia 1de Janeiro para dar certo (de acordo com as tuas contas que nao confirmei! :P)

E Rui, há muitas coisas que tu não sabes! ;-)