7 de Dezembro de 2009




Às vezes, num infinitésimo momento, surge-nos um pensamento que, por fazer tanto sentido, até a nós próprios surpreende!
 
3 de Dezembro de 2009




Amanhã, que é como quem diz mais logo, vou recomeçar a praticar desporto.
Desta vez, tendo em conta a minha dificuldade em arranjar um horário para outra modalidade, optei pela hidroginástica.
Apesar de ainda não estar completamente convencida de que fiz uma boa escolha (talvez por achar que a minha turma será maioritariamente composta por senhoras que me vão falar de rendas e culinária e eu não vou ter assunto...), vou arriscar. Talvez seja apenas preconceito.
Bem, para poder iniciar mais logo esta actividade, foi necessário que eu comprasse equipamento que, até à data, não existia cá em casa – é que eu nunca fui muito dada aos desportos aquáticos.
E, como boa portuguesa que sou, claro que deixei tudo para a última hora. É que a juntar-se à minha característica genética de me atrasar nestas (e noutras) coisas, abriu ontem uma grande loja de desporto cá no sítio e eu tinha a expectativa de apanhar alguma promoção simpática.
Pensei eu que, às dez da manhã (e eu que me levantei a tanto custo…), as pessoas daqui da zona ainda estariam por casa, a aproveitar o feriado.
Não podia estar mais enganada!
Eis que, quando cheguei, a confusão era tanta que não havia lugares no parque de estacionamento. Mesmo assim, como tinha mesmo que comprar o fato-de-banho, deixei o carro mais longe e arrisquei.

E foi aí que começou o espectáculo.
Numa ânsia consumista que nunca eu antes tinha presenciado, famílias inteiras percorriam a loja. Pais arrastando filhos, avós segurando netos, todos eles de humor duvidoso, e “devorando” as prateleiras.
Contaram-me que, por volta da hora de almoço já muitos artigos tinham esgotado e, ao fim da tarde, a loja parecia ter sido revolvida por um furacão.
A mim, só me assalta uma dúvida: será que vão todos dedicar-se ao desporto amanhã e se atrasaram na compra dos equipamentos (como eu) ou será que, nesta terra, ninguém tem melhor ocupação para uma manhã de feriado do que enfiar-se numa grande superfície em dia de abertura?
Eu confesso que teria…
 
23 de Novembro de 2009


















Parti, sem planos, para um local que há muito não visitava.
Que, tal como quase todos os locais desta "minha" cidade, se encontra repleto de memórias. Das minhas memórias. Das nossas memórias.
Corajosamente, as tristes, pu-las de lado.
Relembrei, em segredo, as que me aquecem a alma!
Lembro-me de um gato que dormia nas árvores num dia de Verão! Lembras-te? Até lhe tiraste um retrato!
E lembro-me da sensação de vitória quando cheguei contigo, aqui, pela primeira vez, depois de uma dura caminhada.
Hoje não vi o gato na árvore. Vi-o apenas na minha cabeça.
Sem nada dizer, apenas sorri!
O frio da tarde de Outono, com um Sol tímido a romper por entre nuvens carregadas, tornou o sítio quase deserto.
Ao longe, ouviam-se uns tiros de uns caçadores.
Mais perto, um casal passeava uns cães.
Uns peixes vermelhos que moram num lago do jardim assustaram-se e esconderam-se.
Apenas vi a cabeça pequenina de um, mais curioso, que quis espreitar-me.
Continuei e caminhei, adivinhando os trilhos de outrora.
Avistei o rio (riacho?) e as árvores. Algumas, quase sem folhas, a fazer adivinhar o Inverno que se aproxima.
O chão, molhado, estava agora cheio de cogumelos e coberto por um manto de folhas.
Cheirava a terra e podia escutar-se os pássaros.
De vez em quando, ouvia-se o barulho de um carro a fazer lembrar-me de que a cidade estava perto.
Entretanto, foram-se adensando as nuvens e a noite foi chegando.
Parti, com um sorriso.
Um dia voltarei. Talvez no Verão. Talvez encontre o gato.
Talvez voltes comigo...
Se eu regressar sozinha, tenho a certeza de que me lembrarei sempre de ti.
 
11 de Novembro de 2009




Em noites de temporal,
e, às vezes, até em dias de Sol,
rompem-se os nós que me prendem
e soltam-se retalhos da minha alma.

Alguns vão com o vento.
Outros ficam caídos no chão, como as folhas do Outono.
E, tal como as folhas, são pisadas por pés descuidados.
 
1 de Novembro de 2009




Esta não é a estória de um gato vulgar.
Esta é a estória do gato mais inteligente que conheço. E eu conheço muitos!
E também de um homem muito especial. Que, por acaso, é meu pai.


Eu e este gato fomos apresentados há mais de 2 anos.
Tinha sido o gatito pedido pelo meu pai e, quando chegou aqui a casa, tinha um palmo de tamanho e uns olhos curiosos.
Depressa cresceu e tornou-se um gato enorme, com uma personalidade à altura.
De mim, roubava-me descaradamente mimos sempre que eu vinha à casa-mãe!
E eu retribuía sem esforço! Sabia como ele gostava que eu lhe fizesse festas na cabeça e deixava-o deitar-se sobre os meus pés enquanto eu folheava um livro nas tardes calmas de Domingo. Nesta e em tantas outras.
Sendo, definitivamente, um gato de grande inteligência, aprendeu, desde pequeno, muitos truques e brincadeiras que nos faziam rir e que gostávamos de contar.
Aprendeu a tirar os atacadores das botas do meu pai. Sabia abrir e fechar algumas portas.
Conseguiu até arranjar uma estratégia para sair, durante a noite, da arrecadação onde dormia, deixando a janela fechada para que os outros 2 felinos não pudessem sair.
De manhã, era vê-lo feliz, à espera que saíssemos de casa! Emocionado pelas aventuras da noite, mas desejoso de uns mimos.
Quando o meu pai se reformou, aprendeu com ele as rotinas do campo e acompanhava-o a toda a parte. Era um companheiro fiel. E todos os dias observava e aprendia.
Entre outras coisas, conseguiu aprender a abrir as gaiolas onde o meu pai tinha coelhos. E, lado a lado com ele, ia abrindo e fechando as portinholas, enquanto o meu pai tratava dos animais.
Um dia, os instintos foram mais fortes. Sozinho, decidiu abrir uma porta e caçar uns quantos coelhos pequenos. O meu pai, que se encontrava por perto, apercebeu-se e, num ataque de fúria, atirou-lhe com qualquer coisa que tinha por perto.
O gato caiu como morto. O meu pai levou-o para o quintal, achando que não sobreviveria.
Estávamos, talvez, em Maio.
Durante estes meses foi quase proibido falar do episódio cá em casa.
De vez em quando lembrávamo-nos dele pois deixou-nos em herança uma gatinha muito parecida, em pelagem e em carácter.

E o gato, contra todas as expectativas, sobreviveu!
Há pouco mais de um mês vimo-lo a rondar a nossa casa. Uma vez, outra vez…
Primeiro surgia de repente e desaparecia logo de seguida. Depois foi arriscando ficar por momentos. E depois foi arrastando esses momentos.
O meu pai, que nunca foi um homem rancoroso, foi-o chamando. “Menino, menino!
Há uns dias que voltou para ficar. Já tem novamente autorização para comer e dormir por aqui.
Hoje vi-o pela primeira vez em meses.
Continua um gato imponente. Com o pêlo mais escuro, com umas quantas sequelas de uns meses de vida selvagem, mas com os mesmos olhos curiosos.
Não precisei de o chamar. Sentei-me e ele deitou-se sobre os meus pés. Como se nunca tivesse ido embora.
E encantou-me, como sempre!

Mas a razão para contar esta estória, não tem a ver com o regresso de mais um gato à família. O que me admira e quero salientar – e que me deixa orgulhosa - é a capacidade de perdão.
Do meu pai (a quem o gato roubou os coelhos) e do gato (a quem o meu pai quase matou).
Estes seres admiráveis que eu tive a sorte de ter na minha vida.
Que seja esta uma lição. Para mim e para todos os que precisamos de aprender a perdoar.

Bom Domingo!
 
20 de Outubro de 2009




Trago sempre muitos sonhos em mim.
Demasiados, dirão alguns. Loucura, dirão outros. Talvez.
Mas não consigo evitar. E são tantos que, de cada vez que tento contá-los, acrescento sempre mais um e nunca termino - talvez um dia chegue ao infinito...
É que eu queria saber todas as línguas da Terra e conhecer todas as flores e saber mais de tantas coisas… De todas as coisas!
E como é difícil escolher, porque cada sonho traz em si a possibilidade de se fazer maior e melhor.
E eu quero tantos sonhos!
O tempo bem que tenta trocar-me as voltas e convencer-me a desistir.
Mas eu sempre fui habilidosa a trocar as voltas ao tempo!
Desta vez, bastou uma hesitação de segundos.
Num instante, deixei-me contagiar pela música que chegava aos meus ouvidos.
E, na emoção do imprevisto, arrisquei mais um sonho.
Que de tão grande nem lhe consigo ver o fim (há sonhos que, se calhar, são demasiado grandes para a nossa proporção…) mas vou trilhando caminho. A cada passo, vou colorindo um pouquinho.
E, na correria dos dias, vou tentando encontrar tempo no tempo, e respirar todas as cores e todas as músicas.
E esboçar muitos sorrisos!

















Até breve!
Eu vou estando por aqui e por ali, a conquistar sonhos.

Boa semana!
 
14 de Outubro de 2009




Falar de abraços, sugestão da minha estimada vizinha que, apesar de não ser professora, gosta muito de me marcar TPC e de um gato que sabe que eu não resisto a um pedido felino!
E devo confessar que é matéria na qual não estou muito à vontade…
Não que tenha mau feitio, mas porque quase sempre preciso dos braços livres para voar por aí!
E se às vezes preciso parar, ousar entrelaçar os braços e deixar-me prender por um pouquinho… isso, claro, é segredo! =)
















[NOTA: O gatito aqui de cima é um gatafunho do gato aqui do lado]


1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?
Eu cá gosto de, a cada momento, abraçar as novas oportunidades que me surgem.
E falo das oportunidades em geral e não dos meus alunos das Novas Oportunidades em particular!
Que se tivesse de os abraçar a todos, ou seriam necessários uns braços muito grandes ou teria de os por todos em fila e pareceria uma cerimónia de casamento real.

2 - Quem nunca abraçarias?
Nunca digo nunca!
Bem, às vezes, há algumas criaturas que fazem despertar outras utilizações dos membros superiores que envolvem alguma violência mas…

3 - Quem davas tudo para poder abraçar?
Dar tudo??? Por um abraço? Naaaaaaaaaaaa!
Eu sou forreta! Não dou tudo por um abraço apenas!
Ou melhoram a oferta ou não levam nada!

4 - A quem davas o teu melhor abraço?
Não tenho um “melhor abraço” guardado.
Na hora de abraçar, todos os abraços são bons!
Se não forem bons, não vale a pena serem dados!




Boa semana!



E um abraço meu para quem passar por aqui, destes meus lados do Oeste!
 
4 de Outubro de 2009




















Que seja um dia tão feliz para todos os animais humanos que "passarem" aqui por este cantinho como parece estar a ser para estes dois modelitos da fotografia!
E que belos modelos!!! ;-)


Feliz Dia Mundial do Animal!
 
28 de Setembro de 2009




Dizem que é um número perfeito.
A minha costela de matemática não percebe bem o que significa...
A minha costela de poesia não me deixa acreditar!
À frente, vejo apenas caminho a percorrer.
Sei que terá pedras e defeitos que o tornarão, tantas vezes, mais difícil.
Sei que com a passagem dos dias vou aprender a conhecê-lo melhor. E vou tornar este caminho mais meu.
Hoje, com os meus 28 a 28, lanço o olhar ao horizonte.
Há apenas que esperar que alguns dias tragam Sol, alguns amigos tragam flores, e que, às vezes, o destino me leve por sítios bonitos! E que tudo isso me faça sorrir!
E que nas horas em que as lágrimas me turvem o olhar, alguém tenha palavras simpáticas para lançar ao vento.
O vento tratará do resto. De me acariciar as faces e sussurrar as palavras bonitas!


 
26 de Setembro de 2009




As vezes, é preferível não fazermos as perguntas e deixar que, na nossa mente, ambas as respostas sejam possíveis.
É que, às vezes, é melhor viver na ilusão de um "sim" possível do que na certeza de um "não" desolador....

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*Consta que Schroedinger, físico austríaco, pensou um dia na seguinte hipótese:

E se puséssemos um gato dentro de uma caixa fechada com um átomo radioactivo que, a qualquer momento, pode emitir radiação que activa um veneno e que mata o gatinho instantaneamente?

Assim, antes de abrirmos a caixa, temos duas possibilidades: ou o átomo emitiu energia e o gato morreu, ou o átomo ainda não emitiu energia e o gato continua vivo.
Enquanto não abrirmos a caixa, tudo é possível: 50% de hipóteses do gato estar morto e 50% de hipóteses do gato estar vivo.
Como se o gato apenas ganhasse existência pela nossa observação.
Se nunca abrirmos a caixa, o gato pode permanecer vivo e morto para sempre.
Universos Paralelos dentro da caixa, que desfazemos com a nossa curiosidade.


Com um bocadinho de inspiração daqui.


 
22 de Setembro de 2009




(ou a preocupação provocada pela falta delas...)

Estou preocupada. Direi, aliás, estou em pânico! PÂNICO!!!
Já passou mais de uma semana. Mais de 7 dias inteirinhos.
E eu??? Nada…
Nem uma história para contar.
Não aconteceu nada...
Um episódio, breve que fosse, que me fizesse sorrir, que me enervasse até à alma, que me comovesse (mesmo que em segredo…)
Estou em pânico...

Passou uma semana e eu não tenho uma história.
Não que a tenha procurado, de facto.
Mas até hoje, foram sempre as histórias que tropeçaram em mim!
E agora, como será?

Eu, uma contadora de histórias, como vou fazer sem as palavras a inundarem o meu cérebro?
Que é feito de uma contadora de histórias quando as histórias se acabam?
Estou em pânico...


O melhor é esperar. Pode ser que passe.
Pode ser que uma história tropece em mim numa esquina qualquer, ou a inspiração me encontre num balcão de café ou, talvez, as palavras se entrelacem num dos encontros que tenho comigo enquanto conduzo, pela noite, a ver a Lua nascer sobre a Serra de Montejunto.

Talvez. Afinal, talvez as palavras estejam apenas à espera do momento. Aquele. Aquele!
Em que, quase por magia, meia dúzia de palavras se transfomam numa história para contar.
Voltarei. Quando as palavras quiserem.
 
13 de Setembro de 2009



























Agora que é também minha a tua rua,
Já não se cruzam os nossos caminhos…
Apenas os teus fantasmas se encontram, a cada passo, com as minhas memórias.
De vez em quando, sinto a alma a apertar devagarinho.
Talvez sejam saudades…

 
8 de Setembro de 2009




Ontem à noite descolou-se um dos meus chinelos.
Pode pensar-se, à primeira vista (aliás, ao primeiro pensamento, que vocês ainda não viram nada), que este facto, de tão insignificante, não deveria sequer ser abordado neste estaminé internético.
Mas dá-se o caso de eu ter um completo horror a deitar as coisas para o lixo, mesmo as muito velhas, achando, no íntimo do meu ser, que um dia me poderão vir a dar muito jeito.


Como diria a minha mãe, farta de ter a casa cheia das minhas "utilidades", em caixas e caixinhas que se acumulam por todas as divisões, especialmente no sótão, pode ser que sirvam "para os trovões de Maio".*
Mas, ignorando os apelos da minha mãe, eu não consigo perder o hábito de colar e remendar tudo quando possa ser "consertável" e mantenho colecções de verdadeiras relíquias (como uns restos de cartolinas coloridas que sobraram de um trabalho que fiz no 9º ano, em Educação Visual e que ainda hoje encontrei, enquanto arrumava umas caixas, e que, claro, não deitei fora. Afinal, nunca se sabe para que poderão servir!).


No entanto, devo dizer, este meu lema tem-se comprovado verdadeiro ao longo da minha vida, e por várias vezes encontrei soluções nesta minha colecção de antiguidades.
Ora bem, para colar o referido chinelo resolvi utilizar uma cola que a minha mãe tinha comprado numa daquelas lojas chinesas e que, apesar de me parecer algo perigosa (falava lá em arrancar a pele das mãos!!!), também me pareceu bastante eficaz e eu, mulher de química, sem medo, decidi arriscar.
Quando pousei a cola sobre a mesa, eis que me deparo com a seguinte informação, de acordo com a figura anexa.

“Estes compromissos de cola descasca em segundos; impeda cada criança de estimação”.














E pronto, sem mais comentários da minha parte, vos deixo com esta brilhante tradução chinês-português.
Esta frase levanta-me tantas questões que vou ali até à cama reflectir sobre elas.





* Bell, e esta, consegues explicar-me? Não encontrei em lado nenhum...
 
3 de Setembro de 2009




(ou a cultura musical portuguesa vista pelos checos)


















Praga é uma cidade cheia de máfias. Cheia de esquemas duvidosos que nos fazem acreditar que, a cada passo, nos vão tentar endrominar.
Uma das principais habilidades do povo residente é adivinhar a nossa nacionalidade (quase só através de um olhar) e tentar falar connosco meia dúzia de palavras na língua de Camões.
Confesso que foi o único país que conheci em que os nativos tentam arriscar o português mas penso que talvez isso aconteça porque, por um lado, para nós, o checo soa pior do que chinês e, por outro lado, o domínio do inglês por parte dos checos também deixa um bocadinho a desejar.
Podia contar-vos, por exemplo, a história de uma senhora funcionária que no Castelo de Praga tentou convencer uns italianos muito admirados com o facto de que o castelo estava aberto “From nine to sex” mas isso já seria outra conversa. Adiante.
Na véspera da partida, andávamos pela cidade a comprar os presentes para a família.
Ao entrarmos numa das muitas lojas no centro da cidade, após as tentativas do dono em comunicar connosco em italiano e espanhol, decidimos explicar que éramos de Portugal.
- Ah, Portugal! – disse ele.
E foi aí que começou um dos momentos mais hilariantes da minha vida.
- Portugal! Portugal! – ria o checo sem parar. – Ágata!
E depois, dançando pela loja, começou a cantar “Por isso sai, sai da minha vida…”.
Perante o meu ar de estranheza ele continuou, como se me tentasse convencer do fantástico número que teria ensaiado sabe Deus onde.
- Emanuel! Emanuel! “Nós Pimba, nós pimba”!
Eu já ria a bandeiras despregadas e ele continuou:
- Marco Paulo! “Eu tenho dois amores...”
E foi assim, enquanto eu já chorava de tanto rir, que um checo nos cantou cerca de 5 minutos em português, de um reportório mais pimba do que o de muitas festas de Verão que se fazem por aí.

E ainda reclamamos quando os estrangeiros não falam a nossa língua! Pois... bela tentativa!

 
1 de Setembro de 2009




De cada uma das colocações tenho uma história. Às vezes várias!
Como se a colocação em si não fosse já motivo suficiente de emoção.

Fui apresentar-me hoje de manhã.
Confesso que até estranhei a tranquilidade do momento!
Quando cheguei a casa telefonaram-me.
Parece que vou começar a dar aulas amanhã. AMANHÃ!!!

Pronto. Vou dormir que, para hoje, já me chegam as surpresas...
 
19 de Agosto de 2009




(e para qualquer outro momento da nossa existência)


















Fechar os olhos e deixar voar a imaginação! =)
 
4 de Agosto de 2009




... é por isso que vou rumar a leste, a ver o que encontro por lá!
Até breve!

BOAS FÉRIAS!
 
2 de Agosto de 2009




(ou o meu problema de geografia...)

Neste últimos dias, enquanto esperava angustiada pelas consultas do dentista, tentei distrair-me lendo aquelas revistas típicas de consultório médico, recheadas de mexericos e de há meses atrás.
Quanto a este último aspecto, não é para mim um problema pois, dado o meu alheamento a estas "notícias", qualquer casamento, baptizado, separação ou afins, mesmo sendo do ano passado, terá uma grande probabilidade de ainda ser novidade para mim.
Após ter lido, de trás para a frente (reparei que ainda mantenho o vício!) umas duas ou três do mesmo género, tive de optar entre uma revista de carros ou uma revista espanhola.
Após breves segundos de reflexão (coisa difícil para quem está na sala de espera de um dentista…) concluí que a revista de carros seria mais difícil de compreender do que os mexericos em espanhol e acabei por me decidir por esta última.
Algures no meio da revista, encontrei, por mero acaso, uma publicidade a uma certa empresa sueca de mobiliário (para quem não adivinhar qual é, digamos que começa com um I, acaba em A, e tem um “KE” no meio) com as seguintes indicações de preços:

“Preços válidos na Península excepto em Portugal”












E pensei eu… não seria mais fácil escrever “Preços válidos em Espanha”?

Aliás, tendo em conta que a revista é espanhola, não seria esse facto suficiente?
Ou a península terá, algures, outros países que, até ao momento, são desconhecidos para mim?

Eu já tinha ouvido dizer que “O Porto é uma nação” mas nunca pensei que os senhores suecos levassem esta frase à letra!
 
1 de Agosto de 2009




A minha primeira paixão foi Aveiro.
E era tal a paixão que achei que jamais iria gostar assim de outra cidade.
Ainda me lembro do vento, que nos despenteava e que partia guarda-chuvas no Inverno. Lembro-me das tardes na Biblioteca, entre livros e partilhas.
Também me lembro dos cheiros, que aprendi a conhecer e com os quais conseguia prever o tempo. Cheiro a Cacia, sinal de bom tempo.
Lembro-me das flores nos candeeiros, que pareciam mais bonitas nos Domingo de Sol. E lembro-me dos almoços de Domingo!
Ainda hoje, quando volto (e tento fazê-lo, pelo menos, uma vez por ano), Aveiro tem sempre o sabor de um regresso a casa. Como se tudo, apesar de diferente, continuasse a fazer sentido.

Quando mudei para Torres Vedras, consegui odiar a cidade durante cerca de uma tarde.
E apenas porque não era Aveiro.
Depois, rapidamente a cidade se tornou a “minha” cidade.
Quando regresso, e faço-o muitas vezes, encontro-me com as minhas memórias a cada passo.
Gosto da cor do céu, bem azul nestes dias de Verão. Gosto da brisa que corre nas ruas e que nos acaricia a pele. Gosto do pôr-do-sol na praia, especialmente em pleno Inverno.
Gosto das pessoas. Ah, as pessoas! Como gosto da simplicidade das varandas com janelas abertas!

Hoje, eram já nove da noite quando atravessei, provavelmente pela última vez, o portão da minha escola. Vim para casa e, mais uma vez, coloquei parte (o resto já levei no último sábado) da minha vida em sacos e caixas que me levantam sempre dúvidas sobre o tamanho do meu carro. É que amanhã é dia de viagem.
Nunca pensei apaixonar-me por Lisboa. Achei sempre a cidade demasiado grande para mim, como se a largura dos espaços me deixasse mais perdida e me aumentasse a solidão…
Mas a verdade é que agora, na iminência da partida, trago em mim uma certa nostalgia.
Reconheço que me sabe bem a vertigem desta cidade.
Que me permitiu ver e rever tantas pessoas que fizeram e vão fazendo parte de mim.
Que, apesar de grande, ao mesmo tempo me pareceu acolhedora, com todos os seus loucos.
Aqui todos somos iguais porque todos somos diferentes.
Aqui todos somos um bocadinho loucos…
E até na escola que hoje deixei para trás, e que durante tanto tempo me deixou ainda mais perdida, há quem me diga coisas bonitas e há quem me peça para voltar.

As pessoas! Sempre as pessoas.
Disseste-me, uma vez, que te tinhas aprendido uma coisa comigo.
Disse-te eu que são as pessoas que fazem os lugares.
E é por isso que, na hora de ir embora, um bocadinho de mim fica por cá.
E vou levar comigo bocadinhos daqueles que comigo se cruzaram.

Talvez regresse…
Ou talvez, no próximo ano, volte a apaixonar-me…




 
30 de Julho de 2009




Se eu pudesse, hoje fazia-te um poema!
 
27 de Julho de 2009




Por razões diversas, costumo fazer o caminho entre a terrinha e a capital pelo litoral.
Mas, também com alguma frequência, opto por fazê-lo pela A1, encontrando, mais a norte, o IC2, em Aveiras, e continuando nele por uns cerca de 50 Km.
O IC2, estrada antigamente chamada de Nacional 1, de tão importante, era conhecida na minha terra como “a autoestrada”.
Era (e é) uma via principal, com um fluxo de trânsito bastante elevado, principalmente camiões de mercadorias que, tantas vezes, me levam a ter de segurar o meu pé direito para não sucumbir à gravidade.
A primeira vez que percorri esse caminho com o meu carro já deve ter acontecido há cerca de uns 4 anos. E qual não foi o meu espanto ao ver um sinal desconhecido, até à data, para mim, que avisava os condutores de que o piso estava em mau estado nos próximos x (sendo que x implica muitos) quilómetros.
Confesso que pensei que fosse uma coisa temporária (pois, sou crente!) mas, a verdade, é que o tempo foi passando e o piso foi-se deteriorando cada vez mais…
Há algum tempo (já perdi a conta dos anos), cortaram a dita estrada para obras.
Para além da possibilidade de conhecer novos caminhos e contactar com a Natureza, coisas que me deixam especialmente feliz, adivinhou-se no meu cérebro a possibilidade de arranjarem a estrada. Afinal, não estavam a fazer obras???
É desta! – pensei eu (já sabem que sou crente).
No entanto, após algum tempo (meses?) de obras, pareceu-me que o piso em nada tinha melhorado. Antes pelo contrário. Acho que nem dei bem conta da diferença.
E os buracos tapados, mas mal tapados, facilmente se voltaram a estragar ainda mais pela passagem dos muitos camiões.
Dei por mim a pensar em que teriam perdido o tempo os trabalhadores que por lá andaram…
Após bastante tempo sem lá passar, reparei, há já quase um mês, que a estrada voltou a ter obras.
Mais uma vez cortaram uma faixa do IC2 em alguns quilómetros.
No entanto, pelo que vejo quando percorro a faixa que permanece aberta ao trânsito, quer parecer-me que, mais uma vez, nem mesmo sendo ano de eleições, se resolvem a arranjar o piso daquela estrada… Um mês depois, tudo me parece igual.
E que tal se, desta vez, optassem por tirar as placas e arranjar definitivamente o alcatrão?
Isso é que era uma boa ideia! =)
É que a placa a avisar do mau estado, em nada facilita a minha viagem e não torna mais suave o impacto do meu cliozito nas crateras gigantes que surgem a cada piscar de olhos e que dificilmente se observam à distância.
 
20 de Julho de 2009




Hoje decidi que ia ter uma vida de gato! =)



















Mas como já passa um bocadinho da meia-noite, acho que vou ter de voltar à minha vida normal e ir trabalhar um bocadinho...

Boa semana! =)


Nota: O felino da fotografia, não faz parte da família cá de casa.
Foi recebido, por mail, há tempo de mais para eu saber quem me mandou...
É que os meus felinos, sendo muito estimados, não têm autorização da dona da casa para que as suas patinhas ultrapassem os limites da porta de entrada!
 
14 de Julho de 2009




















Disseste-me, um dia, que podíamos distinguir as fotografias simplesmente "normais" das fotografias"extraordinárias" pelo que estas últimas nos fazem sentir.

Ontem fui ver uns retratos por aqui.
Fotografias. Algumas normais, outras verdadeiramente extraordinárias, que me fizeram uma certa comichão na alma.
Ontem lembrei-me de ti e daquelas palavras que um dia me disseste.

Talvez tivesses gostado de vir.
Talvez até tenhas vindo, em outro dia ou em outra hora, mas os nossos caminhos não se cruzaram...
Talvez não te lembres das palavras, ou simplesmente nunca entendeste necessário voltar a partilhá-las.
Talvez nem te lembres de mim...

Afinal, há muitas coisas que já deves ter esquecido.
 
7 de Julho de 2009




Todos os sábados, desde Setembro, para ir ao meu cursinho de LGP, tenho de me deslocar ao número 157 da Avenida da Liberdade.
Todos, que é como quem diz, exceptuando esses agradáveis feriados ao sábado como o 25 de Abril e o dia de Sto António!

(NOTA: Para quem acha que um feriado ao sábado não tem valor, inscreva-se num curso que dura todos os sábados de Setembro até ao final de Julho!)
Bem, mas adiante, que não é esta a questão.
Como de transportes públicos demoro o triplo do tempo, costumo deslocar-me, para lá, no meu veículo, também conhecido como Cliozito Voador ou Carro Avião!
Para quem possa não saber, a Avenida da Liberdade é aquela grande que os professores descem (ou sobem) em dias de manifestação. Por ser grande e central, o estacionamento é raro e paga-se a preço de ouro, sendo, mesmo assim, mais barato que nos parques existentes nas redondezas.
Mas pronto, também não é aqui que quero chegar.
Ao longo da Avenida, podemos encontrar diversos senhores da EMEL, que não hesitam em deixar um envelope (com palavras carinhosas, palpita-me!)a quem não tenha o parquímetro pago até ao segundo em que eles lá passam ou cujas rodas pisem 1 milímetro do passeio que, ainda por cima, tem um lancil bastante baixo. Podemos encontrar ainda alguns polícias que me parecem vaguear pela avenida sem direcção definida mas que, pelo menos, dão a sensação de segurança que se pretende para uma zona frequentada como aquela.
Mas, mais uma vez, não é isso que me incomoda.
Qual é, pois então, o problema?
É que, sensivelmente desde o início de Junho, podemos encontrar também, ao longo da Avenida, diversos "arrumadores de carros". Ou melhor, chamemos-lhe antes "senhores que pedem dinheiro a quem deseje estacionar", uma vez que, na minha modesta opinião, para ser "arrumador de carros" é suposto arrumá-los, certo?
Assim, para além dos 3 euros que pago por ter o carro estacionado, ainda tenho de dar uma moedita ao senhor que me apanhar primeiro.
E eu até acato a ideia de pagar o estacionamento – afinal, mesmo que me custe, estou a pagar um serviço. Mas ainda não percebi qual o serviço que o tal “arrumador” me presta para me vir pedir uma moeda.
Afinal de contas, quem encontra o lugar sou eu, quem estaciona o carro sou eu e quem toma conta dele sou eu!!!
Ainda no outro sábado, estava eu a tentar estacionar sem pisar o referido lancil bastante baixo e, enquanto fazia as manobras, vem uma dessas criaturas a correr a grande velocidade, aproveitando a minha demora e, em vez de me ajudar a estacionar, optou por me segurar a porta do carro com ar de cavalheiro enquanto eu saía para ver se a roda de trás ainda pisava o tal milímetro de passeio.
E, note-se, uma mão segurava a porta do carro e a outra mãozinha estava estendida!!!
Pois que lhe dei 50 cêntimos, não fosse ele ficar chateado e ocorrerem-lhe maus pensamentos, coisa que achei melhor evitar.

Sugeri-lhe que fosse ao cafezinho, mesmo acima, beber um café. Mas só um que isto da tensão alta é uma coisa complicada…
E assim, pelo menos, durante o tempo do cafezito, poderiam estar alguns condutores descansados!
Pensei ainda sugerir-lhe, tal a velocidade com que se deslocou até mim, que tentasse uma carreira no atletismo mas achei mellhor terminar a conversa assim.


Mas há ainda uma outra coisa que me escapa nesta história: será que os arrumadores de carros são como os amigos imaginários?
É que me parece que nem a polícia nem os senhores da EMEL os vêem…
E, tendo em conta, a quantidade de envelopezinhos brancos espalhados pela rua, não será, por certo, devido a falta de vista.
 
2 de Julho de 2009




É obrigatório.
Direi mais, é urgente.
URGENTE!!!
É obrigatório e urgente comunicar!



















Mas há pessoas que não compreendem os sinais...
 
29 de Junho de 2009



















Hoje queria ter o poder em mim para apagar todas as marcas.
Todos os traços que em tempos nos ligaram e que agora não passam de pó.
Pó corrosivo, que queima a pele e a alma...

Hoje ficam apenas as memórias e as cicatrizes das lutas que travámos.
De nós, nada mais ficou.


E as memórias, apenas servem para ferir ainda mais...



Porquê?
 
26 de Junho de 2009




(ou como a minha Escola prepara os seus professores e alunos para o Verão)

A minha escola é daquelas antigas. Muito antigas.
Cheias de cantos e recantos, portas, portões e portinholas, cujas chaves só alguns iluminados conhecem, arrecadações onde não se sabe muito bem o que existe nem há quanto tempo existe.
Cheia de vícios, muitos deles tão escondidos como as coisas.

Cheia de enredos e boatos, que se perpetuam ecoando nas paredes (e nas más línguas!).
Cheia de salas que dão para outros corredores onde existem salinhas, saletas e cubículos.
E os laboratórios não fogem à regra.
O molho de chaves para abrir todas as portas correspondentes ao laboratório de química, tenho para mim que deve pesar mais de uma tonelada. Vale-me a minha estimada colega que costuma ir buscá-las - todos bem sabem que sou uma rapariga fraquinha.
No referido laboratório existem milhares, talvez milhões, de frascos cheios de substâncias das mais diversas texturas e cores, que deverão ter, no mínimo, a idade da escola. Muitos deles vazios, partidos, sem etiquetas e com aspecto duvidoso.

A camada de pó que os cobre é mais espessa do que a neve da Serra da Estrela em pleno Inverno, o que revela bem a falta de utilização que têm. Até porque a chave do laboratório é uma daquelas reservadas a iluminados.
Mas adiante. Foi nesta actividade de limpeza, nunca antes vista, que eu e a outra colega, felizes contempladas, passámos a tarde de hoje. A inventar um inventário. Coisa nova naquelas paragens, ao contrário de tudo o mais que por lá existe…
Mais uma tarde... À qual se seguirão, definitivamente, mais…
Quando, já bastante cansadas, especialmente porque isto de andar uma tarde inteira de bata e luvas, com estas temperaturas, não é particularmente agradável, eis que nos preparávamos para lanchar.
Enquanto nos dirigíamos ao bar, já sentíamos, no nosso cérebro, o cheirinho do café, do pão e dos croissants!
Mas, qual não é o nosso espanto, quando descobrimos que o bar da escola está, a partir de hoje, parcialmente fechado para férias, só funcionando até as 15h.


Quer dizer, nem sei porque me apeteceu falar nisto, afinal até não é muito grave...
É só porque me palpita que quem tenha tomado a decisão de encerrar o bar não frequente a escola nas mesmas horas do que eu (e muitos outros como eu…).

Que isto de ter aulas até as 22h30 ou, em outros dias, até as 23h15 é só para alguns.
Sim, é verdade, eu até já sei que estou mais gorda. É um facto inegável.
Deve ser, provavelmente, por passar muitas horas sem nada fazer – pois todos sabemos que vida de professor é coisa boa.
E é por isso que venho aqui agradecer publicamente este esforço que a escola está a fazer para colocar os professores preguiçosos (como eu!) na linha.

No dia 17 de Julho, quando terminarem as aulas, aposto que estamos todos muito mais em forma para frequentarmos as praias por esse país fora e, eventualmente, pelo Mundo.
E quanto aos muitos alunos das turmas da noite, acho muito bem que agradeçam também.
Afinal, eles não sabiam que estavam inscritos num curso de Novas Oportunidades?
Quem sabe, assim, não têm oportunidade de seguirem carreiras no mundo da moda.
Tenho cá para mim que foi nisso que os chefes da minha escola pensaram.
Aqueles senhores antigos. Muito antigos. Como a escola.
Cujos cérebros, cheios de cantos e recantos, cheios de vícios escondidos, não se sabe bem se pensam nas coisas ou há quanto tempo deixaram de raciocinar.
 
24 de Junho de 2009




Nunca gostei muito de mudanças.
Nem a minha condição de professora itinerante me habitua a isso.
Mudar de casa, mudar de terra, mudar de escola, mudar…
Há qualquer coisa em mim que insiste em manter-me colada ao passado e às memórias.
Há já algum tempo que tinha decidido mudar o ar deste meu cantinho.
Fui preparando o terreno em mim, solidificando as ideias.
Já tinha programado que seria no dia em que fizesse 3 anos.
Afinal, já desde
Janeiro de 2007 que tinha o mesmo ar…
Talvez um bocado escuro e nocturno… como eu!
Bem, mas como já disse, não sou dada a mudanças.
Por isso, nunca actualizei o blog.
Sempre preferi o desafio de brincar com o html em vez da facilidade das novas janelas.
E agora, decidida a manter o modelo como sempre quis, descubro que há coisas que já não consigo mudar…
Procuro pela net os códigos que me faltam e já não os encontro.
Parece que toda a gente mudou…
Entre as aulas que ainda tenho (e terei...) e todo o outro trabalho, não me sobra muito tempo e os dias vão passando sem que consiga ajustar este cantinho à imagem que tinha formado, há algum tempo, no meu cérebro.
Ando às voltas e voltas e voltas… e nada.
No outro dia, num acto de desespero, actualizei para o modelo novo mas, apesar de tudo parecer fácil e simples, não me enche as medidas. Até porque não consegui perceber como mudar aqueles pormenores que fazem deste o “meu” cantinho internético.
E ele continua assim, a sobreviver, mas ligeiramente menos meu do que antes...

Por isso, é só para avisar que, enquanto este meu sítio não estiver como eu quero, estou rabugenta.
Direi mesmo, "com a telha*".

[* Bell, e esta, sabes de onde vem? ;-)]
 
21 de Junho de 2009




















Será que tem alguma coisa a ver com a minha ida recente ao Jardim Zoológico ou estará relacionada com a minha vontade de fugir a esta temperatura asfixiante que faz sentir em Lisboa?


Bom fim-de-semana!
 
16 de Junho de 2009




O segundo número primo e o segundo número triangular.
O número atómico do Lítio.
As Leis de Newton.
Os moscãoteiros que acompanhavam o Dartacão! =)
Os irmãos Bee Gees. E o trio Odemira...

Os filmes da trilogia do Senhor dos Anéis.
As pessoas lá de casa.
Os gatos lá de casa até há pouco tempo…
A minha porta, em Aveiro.
O meu andar, em Torres Vedras.
A nossa ordem, contando a partir do Sol.
O número de translações da Terra desde que comecei a escrever por aqui.


Ah, é verdade mas já passa da meia-noite...
Mas não faz mal! A Terra anda devagarinho! =)


Mais uma vez, obrigada a todos (e, felizmente, são muito mais do que 3!) que têm sido a minha companhia internética por aqui.
Que cuidar deste cantinho sozinha, seria muito mais difícil!

Boa semana!